quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amor e sexo



Amor e sexo andam juntos como Cosme e Damião.
Amor é público; sexo, privado.
Amor é ação ordinária. Sexo é preferencial.
Amor é poupança, sexo é mercado de ações.
O amor promete mundos; sexo não garante fundos.

Amor é sentimento, sexo alimenta.
Sexo é lema; amor, dilema.
Amor cobra, sexo cega.
Sexo é ação, amor reação. Amor requer química. Sexo é pura alquimia.
O amor, oceano, afoga em vaga; sexo, contin(g)ente, procura lume.
Amor é coca, sexo cola. O amor é branco, sexo tinto.
Amor não correspondido dá bode. Sexo é expiatório.
Sexo tem ponto G. Tem amor em ponto com, mas o gostoso mesmo é cara a cara. Porque aí o sexo coroa.

Todo amor marca. Sexo é patente.
Amor é bom, mesmo que o sexo não seja lá nenhuma Brastemp.
Amor é Mastercard, coisa que o dinheiro não compra. Sexo (a)Visa: porque a vida é agora.
Amor pede Bis. Sexo desperta o tigre em você.
Amor é Volkswagen: você conhece, você confia. Sexo é BMW: puro prazer de dirigir.
Amar é Tim, viver sem fronteiras. Sexo é Oi, simples assim.
Amor e sexo juntos, Wallita faz com carinho.

O amor é raio; sexo é trovão.
Amor pode ser cruz. Sexo é sempre caldeirinha.
Amor gera ais. Sexo põe os pingos nos is.
Alguns amores acabam na unha, todo sexo começa na carne.
Males de amor são graves; de sexo, agudos.
Carência de amor dá tensão. De sexo, tesão.

O amor vive de enganos. Sexo não tolera desenganos.
Amor quer ter Razão. Sexo é pura Sensibilidade.
Amor inspira, sexo transpira. O amor transcende. Sexo, às vezes, é acidente.
O amor se declara em letras. Sexo, na expressão.
O amor se desmancha em versos. No sexo é o inverso.
Amor é metáfora, sexo é literal.
Sexo no homem vem antes do amor. Procede, mas no dicionário Amor precede.
O amor planta sementes, sexo frutifica.
O amor idealiza, sexo realiza.
O amor é dito. No sexo, fica o dito pelo não dito.

Sexo é necessidade; amor, cumplicidade.
O amor é grato; sexo é grito. O amor é mito; sexo, rito.
Sexo não mente. Amor lê mente
Amor exige votos. Sexo deposita na urna.
O amor é roda gigante. Sexo é roda viva.
O amor é achado. Sexo perdido é irremediável.
Amor sem sexo é platônico. Sexo sem amor é sindrômico.
Amor sem sexo é meia dúzia. Sexo é meia nove.
Amor sem sexo pode ser bom, meu bem. Sexo sem amor também.

Amor é assim, sexo é assado.
Amor não tem pé, sexo não tem cabeça.
Jabor é amor, prosa e poesia.
Sexo é Rita Lee, caso sério.

Amor é entrada, sexo sobremesa.
Amor e sexo são o show da vida.
E a vida... ah, a vida - que fantástico! - a gente vai levando como Deus quer.
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5 comentários:

Mirze Souza disse...

Aplausos!
Um dia você vai receber o prêmio Jabuti.

A d o r e i!

Beijos

Mirze

Assis Freitas disse...

prá todo gosto,


beijo

Cynthia Osório disse...

Aplausos 2!!
Foi minha primeira reação ao terminar de ler!!
Poxa, quanta criatividade num texto só, ia grifar algum trecho preferido, mas quando fui ver, já eram todos!!MA-RA-VI-LHO-SO! Parabéns, bjos!

Cynthia Osório disse...

esqueci de dizer, queria tê-lo escrito!! rsrsrs

Guto disse...

É, a Paula é muita: quantidade com qualidade. Quando a gente pensa que chega, vem mais (e melhor!)