maior que medo de doença
é que nesta farsa ensaiada
meu papel de improviso
( haja caco!)
não convença
um dia acordo com a macaca
vou catar coquinho
chutar o pau da barraca
recolher os cacos
e igual ao (seu) peru
morrer de véspera
.
.
de lua
vez por mês sangra,
singra à míngua,
solta a franga.
.
.
.
tonta
a folhinha aponta
um mês sem você
mas não conta o que falta
pra eu te esquecer.
.
.
.
que medo ...
quer virar a mesa,
fazer e acontecer, devassa
covarde, faz-se presa
e a vontade passa.
.
.
.
simples assim
tanto retraí,
que um dia distraí: atraí.
aí, traí.
( Maria Paula Alvim)
.
.
.
8 comentários:
Oi Maria Paula, poema criativo, bem bolado que enfoca a relação de gênero ( masculino/feminino) de forma lúdica e com a tônica do lirismo também. Gostei! Bj.
Eu já o conhecia
e adorava!
Um beijo,
doce de lira
Maria Paula, adoro o jogo de palavras que você consegue fazer. Beijos com carinho. Manoel.
e eu nasci em libra, com ascendente em câncer, virada pra lua, tarada pelas palavras... risos
amo a tua escrita - já te disse???
besos
De herança, o gosto pelas palavras.
amei isso!
e esse gosto se transmite!
porisso nos reunimos todos os sábados para trabalhar e brindar à poesia
e assim superar o indivíduo pessoa através da escritura que nos transcende...
um abraço,
Muito criativo, cotidianamente perfeito. Beijos.
Maria Paula,
de vez em quando a transgressão faz bem. Chutar o pau da barraca é necessário, sobretudo nos momentos de conflito e/ou desordem.
Nunca fui a analista, não por não querer, mas recolho os meus cacos "quebrando pratos", se bem que faz bom tempo que não...
Amei o poema, muito bom!!!
Um forte abraço,
H.F.
*
P.S.: Enviei um e-mail. Bjs.
*
yesssssssssssssss!
és danada!
besos
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